Missa da Misericórdia é reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial do Piauí
Foto: Reprodução
A Missa da Misericórdia, realizada semanalmente em Teresina, foi oficialmente reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado do Piauí. A celebração também passa a integrar o Calendário Oficial de Eventos do Estado, conforme a l ei sancionada pelo governador Rafael Fonteles e publicada no Diário Oficial desta sexta-feira (20).
A proposta é de autoria da deputada estadual Gracinha Mão Santa (Progressistas), que justificou a iniciativa como um reconhecimento à relevância religiosa, cultural e social do evento. Criada em 2010 pelo padre Nilton Pereira, a Missa da Misericórdia teve início na Igreja da Santíssima Trindade, no bairro Primavera, foi realizada durante seis anos na igreja do São Cristóvão, na Zona Leste de Teresina e recentemente foi retomada no Bairro Mocambinho.
– Missa da Misericórdia com Padre Nilton será retomada nesta quarta-feira (28) na Zona Norte de Teresina
“A Missa da Misericórdia consolidou-se como um dos principais eventos religiosos da nossa capital, atraindo fiéis de diferentes cidades, estados e até de outros países. É uma celebração que promove fé, amor e compaixão”, afirmou a parlamentar na justificativa do projeto.
Com mais de 15 anos de história, a missa é amplamente acompanhada também pelas redes sociais e transmitida ao vivo pelo YouTube, ampliando seu alcance a públicos distantes. Segundo Gracinha Mão Santa, a utilização da internet reforça a atualidade da celebração e permite que a espiritualidade alcance quem não pode estar fisicamente presente.
A deputada também destacou o impacto social e cultural da celebração:
“Declarar a Missa da Misericórdia como patrimônio cultural imaterial é uma forma de reconhecer e valorizar a identidade do povo piauiense. Além do valor espiritual, o evento também tem potencial para fomentar o turismo religioso e gerar benefícios econômicos para Teresina.”
A lei determina ainda que o Poder Executivo providencie os registros oficiais junto aos órgãos competentes para garantir a preservação e continuidade da celebração como bem cultural.
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